Relacionamentos

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Há um tempo eu estava passando por uma fase engraçada na vida amorosa.  Terminei um namoro muito tranquilo, agradável e que me fazia muito bem. Já sei que vem a pergunta que não quer calar: e por que terminou? Bom, resumindo a novela, a distância física a ser enfrentada e os diferentes objetivos para o futuro.

Pensei, vou cuidar de mim, dar um tempo pra pensar…

E de repente fui tomada por algumas propostas interessantes e por uma carência afetiva que eu nunca tinha sentido antes. Mas sei que é explicável. Eu estava acostumada com cuidados, carinhos, interesse, respeito e cumplicidade. E perder tudo isso de uma vez causa uma abstinência mesmo.

Uma dia, uma amiga me falou da teoria dos pratinhos e eu me encontrei rapidinho. Somos malabaristas de relacionamentos. pratos Conheceu um cara novo, gostou, trocou contatos, virou um pratinho. Daqueles que a gente equilibra numa varetinha e fica rodando sem deixar cair. O lance é quanto tempo e de que maneira você consegue administrar mais pratinhos rodando sem deixar cair, quebrar ou parar. Claro que essa teoria funciona de forma diferente para homens e mulheres, porque pra homens quer dizer: pegar várias ao mesmo tempo e manter isso. Mas para as mulheres quer dizer que estamos avaliando várias propostas ao mesmo tempo, sem necessariamente resultar em nada. Ou seja, o homem aumenta sua quantidade de mulheres se segue a teoria, mas a mulher administra as propostas para escolher uma, a melhor – tipo seleção de currículos.

E é bem assim que acontece.  Ficamos seguros sabendo que todos os pratinhos estão rodando dando sempre a sensação de não estarmos sozinhos nunca.

Mas porque não queremos estar sozinhos nunca? Por insegurança!

Me querem, logo existo!

Só que quando estamos sozinhos, é exatamente o momento em que nos preparamos para novos relacionamentos. O período de solidão define nossas atitudes frente aos outros, define o que vamos suportar ou o que vamos, sem nem pensar, descartar. Prendemo-nos tanto em com quem nos relacionar, e onde procurar alguém legal, e perdemos a noção do quanto é importante gostar de estar só.

E não é um gostar porque ser solteira é maravilhoso e por isso não preciso de mais nada. Muito pelo contrário, ainda acredito que ter alguém ao lado é a melhor opção. Mas é aprender que nos momentos de solidão temos a melhor companhia: nós mesmos!

O suprassumo do que necessitamos: alguém que me entende, que tem paciência com meus erros e que aprende a cada dia a gostar mais daquilo que vê no espelho.

Somos maduros a partir do momento que nos conhecemos bem e temos controle de nossas emoções e sentimentos. E porque não aproveitar o estar sozinha para se descobrir, se apaixonar por si mesma?

Me disseram, uma vez, que a intimidade com alguém é medida pelo tanto que você consegue ficar em silêncio ao lado dela, sem se sentir incomodada. E é bem verdade, pode testar. E eu tenho feito esse teste comigo mesma: quanto tempo eu fico sozinha, em silêncio, antes de partir pra fazer alguma coisa ou colocar algum barulho pra quebrar o silêncio desconfortante?

Giramos nossos pratinhos por medo de que eles se quebrem e tenhamos que, pra sempre, conviver com a solidão. Mas na verdade se aproveitarmos nossos momentos de solteirice para sermos as melhores companhias de nós mesmos, teremos muito mais a oferecer aos próximos pratinhos que vão surgir. E saberemos também, que esses novos pratinhos não estarão sendo girados pra manter nossa existência. Eles vão girar porque uma boa companhia sempre chama outra.

4 ideias sobre “Relacionamentos

  1. Gostei da “teoria dos pratinhos”. Não acho que os objetivos de homens e mulheres sejam tão diferentes, no entanto. O que acontece, pra mim, que é as mulheres tem a tendência de procurar o pratinho de porcelana (só que esses são raros e nem sempre atendem as expectativas). Os bons pratinhos são aqueles que aguentam o desgaste do tempo – e que servem pra qualquer situação, e não apenas quando vem visita em casa.

  2. Gostei do “Me querem, logo existo!”.

    Pra um relacionamento dar certo temos que estar bem conosco mesmo, se não acabamos criando uma dependência não saudável do outro…

    E conhecendo como você gosta de falar, deve ser difícil ficar em silêncio por muito tempo, não?

    Ótimo post, Karê!

    • Pois é, pra você o tanto de intimidade que eu to adquirindo comigo mesma!! Até que fico um tempo razoável em silêncio já! Rsrs

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