Viver: verbo de ação!

27 Flares Twitter 1 Facebook 26 Google+ 0 Email -- 27 Flares ×

caminhar

Todo mundo tem necessidade de se reconstruir. Ninguém é estático, é assim e pronto. Somos extremamente dinâmicos. O mundo muda, o tempo muda, a gente muda. Cada dia com uma pressa mais impressionante. Tem uma frase que eu gosto muito que diz: “Seja a diferença que você quer ver no mundo!” Realmente importante isso. Não adianta reclamar, mas agir. Portanto, se sua vida não está te agradando em algum aspecto, mude, reconstrua, transforme. O que não pode é sentar e ficar chorando.

Uma coisa que eu percebi depois de tomar várias rasteiras da vida, é que a vida é dura pra todo mundo, sem exceção. Sempre parece que os outros são mais felizes que a gente, mas na verdade, a gente também parece ser mais feliz pra outras pessoas. Uma amiga minha, esses dias, estava chorando no meu quarto e me dizia: “porque que tudo é tão difícil pra mim? Muita gente consegue ter bons relacionamentos com facilidade, só eu que não.” É verdade: é fácil e feliz se você não conhece o casal de muito perto, porque se conhecer vai ver que com certeza não é fácil, mas pode ser feliz. A verdade é que esquecemos que a felicidade e a dificuldade sempre andam juntas.

Eu sempre me perguntava isso quando mais nova. Eu achava que na verdade eu gostava era de sofrer, me sentia uma masoquista. Todas as coisas que me custavam muito eram muito mais prazerosas que as que eram fáceis. Gostar daquele menino super legal que me dá bola e é um partidão? Humm… Pode ser, mas é meio sem graça, né? Eu sempre gostava daquele que nem me via, que gostava de alguém, que eu tinha que conquistar. E aí, eu sofria, doía, chorava… Mas estava super realizada ao final quando conseguia o que queria, ou quando simplesmente complicava demais e eu desistia. Depois que eu cresci e amadureci mais, mudei essas atitudes, mas continuo sempre buscando o mais difícil, o desafio. E na verdade, o que eu percebi é que quanto mais a gente luta por uma coisa, mais ela terá gostinho de sucesso e felicidade quando alcançada. Eu entendi que masoquismo seria se eu sofresse por sofrer, se eu simplesmente abrisse mão da conquista para sentir a dor do processo. Realmente é doloroso. São aquelas pessoas que choram e dizem: “tá doendo muito, eu não sei se vou conseguir viver assim!” e você pergunta: “já tentou mudar de foco? Já tentou ir atrás do que te faz feliz e deixar isso um pouco de lado? Já tentou lutar?” e ela diz: “não…”.

Sofrimento pelo sofrimento. Isso é masoquismo!

Eu penso que é como cozinhar: você encontra uma receita que parece maravilhosa, mas é difícil de fazer, mas você quer experimentar. Então compra os ingredientes, prepara a cozinha, e busca informação com outras pessoas que já fizeram ou tentaram fazer. Aí você começa. Olha a receita. Tenta por aqui ou ali. Faz do jeito que manda em algumas partes, em outras você vê que tem uma idéia melhor e muda. E vai tentando até ver no que dá. Pode ser que quando termine você tenha a melhor comida que você já fez e comeu no mundo, mas pode ser que você tenha errado alguma coisa no caminho, ou esquecido algum ingrediente e que esteja horrível para comer. E ai? Senta, chora e sofre? Desiste e passa pra próxima? Tenta mais uma vez? Pergunta de novo pros outros?

A questão é: é sempre melhor agir que ficar parado. Até porque pode estar horrível ao seu paladar, mas pode ser que outra pessoa coma e ache um manjar dos deuses!

Ser a diferença que se quer ver no mundo. É verbo de ação: viver! Fazer! Ser! Construir! Reconstruir! A rapidez da vida não nos permite parar, a não ser que seja para pensar, refletir e recomeçar. É o que eu chamo de tempo de reforma. A inauguração ou reinauguração precisa dele. O tempo de colocar as coisas no lugar, tirar a poeira e pensar nas melhores estratégias para o sucesso. Mas depois dele vem a inauguração, portas abertas para o mundo!

Todo mundo tem uma história triste ou difícil para contar da própria vida. Quem nunca sofreu por amor? Quem sempre teve tudo que queria do jeito que queria? Quem nunca perdeu alguém que amava muito? Quem nunca se sentiu fracassado por qualquer coisa? Mas o que faz a nossa vida valer a pena e ser exemplo aos olhos dos outros, não é a dificuldade que surge, mas a maneira como se dá a volta por cima. Eu nunca admirei ninguém que sofresse, mas sempre admirei aqueles que apesar do sofrimento conseguiram ser grandes pessoas e fazer grandes coisas. “A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional!”

Ganhar e perder só depende do jeito que você olha pra coisa. Eu sempre me senti vencedora mesmo quando mais perdi. Tudo depende da maneira como se olha para a dificuldade. Ela pode ser trampolim ou âncora presa no pé te puxando para o fundo do abismo. Somos nós que escolhemos como vamos encarar a vida e seus atropelos.

Se decidirmos por fazer o “jogo do contente”- olhar as coisas sempre pelo lado bom – e ser meio Polyanna (para os mais novos: filme antigo sobre uma garotinha muito otimista), vivendo o ordinário extraordinariamente, poderemos simplesmente perceber que viver é uma aventura maravilhosa, cheia de momentos difíceis que preparam as mil histórias bonitas e divertidas que a compõe.

2 ideias sobre “Viver: verbo de ação!

Os comentários estão fechados.