O feijão e o Sonho

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dinheiro Minha nova meta é conseguir uma vida financeira autossustentável, que me permita estar mais tranquila com os rumos da minha vida.

 E como uma boa consumista, eu decidi começar comprando alguns livros que falassem do assunto. No meio deles, encontrei um que me captou pelo título, e talvez só de ler o título já me bastasse para aprender bastante, mas eu não conseguiria segurar a curiosidade do que poderia ler nele.

O livro se chama: “Mulheres boazinhas não enriquecem”. É interessante, traz boas reflexões, mas o melhor pra mim foi pensar nisso de ser boazinha. E depois de muito pensar, eu percebi que sou boazinha mesmo, demais.

Nós mulheres somos criadas para sermos boazinhas, para aceitar as coisas, para ceder sem nem ao menos questionar. E foi pensando nisso que eu descobrir que fui criada pra ser boazinha. Pra ter um bom marido, uma linda família, e nunca precisar me preocupar com mais nada, porque eu teria um “super-homem” para prover o que fosse necessário. Lindo na ideia. Completamente diferente na prática. Ainda mais nos dias de hoje!

Nesse momento, eu me sinto um ser estranho que precisa sobreviver a qualquer custo de seus próprios proventos e mal sabe fazer o salário durar um mês!

Que sonho bom seria que esse super-homem fosse de verdade… Eu com certeza não me preocuparia mais com dinheiro, somente nas maneiras mais diversas de gastá-lo…

Esse pensamento de mulher boazinha ainda insiste em aparecer. Eu ainda não defini se por medo de encarar o mundo de frente, se por baixa autoestima em pensar que não seria capaz, ou se por pura preguiça de ter que correr atrás sozinha e alcançar meus sonhos por mim mesma. Acho que uma mistura dos três.

Depois que eu tive essa visão (bem real) da minha vida, atrás de um homem e dos sonhos dele, das conquistas dele e a tentativa de fazer disso a minha felicidade, a minha conquista e meu sonho, eu pude perceber o quanto isso traz segurança, traz tranquilidade e liberdade de culpa – afinal, não é você quem está decidindo mesmo. E também me senti parte de um número imenso de mulheres de antigamente, que vivem até hoje, sem questionar, sem exigir, desde que suas vidas sejam tranquilas e elas possam manter o padrão em que vivem.

Eu perdi tudo isso numa tacada só, creio que graças a Deus, e pude acordar de um sonho e cair de paraquedas na realidade. No mundo das mulheres atuais que lutam por seus próprios sonhos e suas próprias conquistas. E agora vejo como é bom ser minha fonte de renda, minha motivação para lutar e minha meta para conseguir. Nada de egoísmos exagerados. O mundo não gira em torno de mim. Mas simplesmente a constatação de que ninguém tem obrigação de me sustentar a não ser eu mesma. Nem pelo maior amor do mundo – como o do meus pais.

E só agora é que entendo o real significado de realização pessoal e profissional. Toda vez que chego em casa, olho as minhas coisas,  tudo do jeito que eu quero; toda vez que faço compras no supermercado ou numa loja qualquer, eu tenho a maravilhosa sensação de pensar: é meu! É minha conquista! Eu ralo muito pra poder ter isso aqui, pra poder fazer, pagar, comprar o que eu quero sem ajuda de ninguém. Como vale a pena não ser “boazinha”!

Acredito que agora, depois de algum tempo vivendo esse sentimento incrível de ser capaz, de conquistar, agora que passou a empolgação, chega a hora de trabalhar mais, estudar mais pra garantir o meu feijão de cada dia e pouco a pouco atingir meus sonhos.

3 ideias sobre “O feijão e o Sonho

  1. Karê, acho que temos sempre que procurar o equilíbrio. Não vale deixar tudo pro homem cuidar, mas também não é certo que, em um relacionamento, a mulher decida tudo… não é? As vezes mais lá, as vezes mais aqui, mas entendo que pra garantir que nenhum dos dois “canse de ficar cedendo”, temos sempre que estar a procura do equilíbrio…

    Pelo que vejo, é muito comum a situação em que a mulher (ou, as vezes, o homem) não tem a menor ideia de como o dinheiro é gasto, do que está acontecendo com as finanças da família. É importante que ambos tenham pelo menos um conhecimento superficial, para que as decisões sejam tomadas sempre a dois (a vida é a dois, e os sonhos também).

    Legal o post!

  2. Legal, Kare… Vou acompanhar seu blog, assim eu me atualizo de voce, ou melhor, acompanho o que se passa na sua cabecinha. E leio textos de qualidade. Parabens pela iniciativa.

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