Trilhando caminhos…

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caminho No último ano eu decidi repensar os rumos da minha vida. Senti que não estava caminhando para onde queria. E isso estava me frustrando. As coisas não aconteciam, mesmo que eu me esforçasse muito. Parecia trabalho sem fim. E então, depois de muito refletir, resolvi escolher outras estradas.

E agora, um ano depois, vejo que começo a caminhar para onde eu quero. E que nesse novo caminho, as coisas acontecem, vêm até mim. Bastou trocar a estrada a ser trilhada. E manter a perseverança ao caminhar por ela.

Isso me trouxe outro pensamento: porque muitas vezes temos relacionamentos que não queremos? E porque ainda não conseguimos encontrar quem realmente desejamos ter?

Passamos muito tempo dizendo que não tem gente interessante. E acabamos nos relacionando com pessoas que não são necessariamente o que queremos. Mas pelo menos já é alguém. E levamos várias rasteiras. E nos decepcionamos. E voltamos ao discurso do “eu tenho dedo podre”, “só aparece esse tipo de gente para mim”, “não sei o que faço de errado”, “tá faltando gente interessante”… E por aí vai.

E eu voltei ao pensamento do caminho escolhido. Cada um faz a sua estrada. Toma suas decisões. Mas muitas vezes, fugimos da trajetória que, de verdade, gostaríamos de trilhar. Pode ser que o medo nos impeça de ser ou fazer aquilo que queremos verdadeiramente. E pode ser que, às vezes, simplesmente não enxergamos as possibilidades e oportunidades de ser diferente. Simplesmente aceitamos aquilo que nos disseram ser o melhor para nós e nem questionamos. Acomodamo-nos muito fácil. E nem sempre com o melhor.

E pensando nisso, eu olhei para essas escolhas que fazemos. E a minha conclusão foi que não adianta reclamar por só encontrar as pessoas erradas no caminho. Talvez seja você que está trilhando o caminho errado.

Cada escolha nos abre um caminho. E nesse trajeto temos experiências, situações, oportunidades, decisões e pessoas. As pessoas dessa estrada. É mais ou menos como pegar um carro e viajar. Você traça a rota, calcula a distância e o tempo a serem gastos. Depois disso fica por conta da estrada. A paisagem, a pista, as pessoas, os postos de gasolina, as casas, as cidades… Tudo muda dependendo do percurso que se escolhe.mapa

Quando descobrimos por onde queremos trilhar e decidimos nosso caminho, as coisas e as pessoas que queremos começam a vir até nós. Estar em um lugar e esperar coisas que só tem em outro é quase como estar embaixo de um abacateiro e reclamar porque não cai uma manga sequer.

E eu me perguntei: como fazer então? Como encontrar as pessoas que eu quero?

Creio que primeiro preciso definir que tipo de pessoa quero. Saber que tipo de relacionamento estou buscando. Não é questão de exigência. Mas saber o que se quer e, principalmente, o que não se quer. É necessário ter claro qual o parâmetro da pesquisa.

Depois, acho importante analisar se o tipo de pessoa que eu quero, anda pelos lugares que eu me encontro. Faz o que eu estou fazendo. Estar no lugar errado, faz com que eu encontre pessoas diferentes daquelas que eu busco. Talvez o que acontece é que eu não estou onde deveria estar.

É preciso, também, descobrir o padrão de relacionamento que eu tenho. Quando as coisas repetidamente começam a não dar certo, é preciso parar e procurar esse padrão. Pode ser um mesmo tipo de pessoa, ou um mesmo tipo de situação. Ou pode ser também como essas pessoas me fazem sentir. Existe um padrão. Essa reflexão ajuda a perceber certas decisões que eu ando tomando e qual rumo eu estou seguindo.

Por último e mais importante: decidir! Só eu posso mudar meu rumo. Só eu posso traçar uma nova rota. Só eu sei onde desejo trilhar. E quando encontrar meu caminho devo aprender a desfrutar o trajeto, curtir cada metro dele e me abrir àquilo que virá até mim. A decisão é por onde andar e de que forma andar. O resto, deixa a vida me surpreender!

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