Eu só quero é ser feliz!

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No fim de semana ouvi uma palestra muito interessante. Nela foi falado sobre a diferença entre prazer e felicidade. E eu achei incrível porque, ao falar essas duas palavras, a diferença é bastante óbvia. Mas pensei que na prática a coisa se complica um pouco.felicidade

Todo mundo busca ser feliz. Não consigo imaginar uma só pessoa que, conscientemente, deseje sua própria infelicidade. Mas, para mim, felicidade é um estado de espírito. Não quer dizer que não exista problema ou dificuldade. Quer dizer que, apesar deles, a vida continua valendo a pena ser vivida.

Já o prazer é a cereja do bolo. Nem tudo que te dá prazer, necessariamente te faz feliz. E nem sempre aquilo que te faz feliz, é prazeroso. Acho realmente que vale a reflexão. Porque vejo muitas vezes a coisa meio perdida.

A busca pela felicidade é legítima e necessária. Porém o que faz a diferença é aonde se busca. A sociedade é tão imediatista que reduz, até isso, à conquista de coisas. Carro, casas, viagens, festas incríveis, sexo sem limites, bebedeira, podem até dar prazer. Apesar de acreditar que tudo tem seu limite e equilíbrio. Só que são coisas. São limitadas em si mesmo. E não podem ser a razão da felicidade. Nem conseguem ser.

Vejo que perdemos de vista a simplicidade de ser feliz. E paramos de apurar a visão para enxergar os detalhes. Estar viva já é um enorme motivo de felicidade.

Ser quem eu sou é o que me dá mais alegria. E saber que eu posso mostrar quem eu sou para outras pessoas, sem me perder, é ainda mais gratificante. Pessoas confiantes, em geral, são muito felizes.

O aprender é cheio de felicidade. Toda vez que você começa algo novo é como se renovassem as forças. E ver que aos poucos a habilidade vai aparecendo traz ainda mais alegria. E hoje em dia eu vejo que temos medo de aprender, porque temos medo de errar, fracassar, se sentir menos que os outros. Mas aprender é sempre digno, sempre sublime.

Relacionar-se é uma grande felicidade. Conhecer pessoas diferentes. Conviver com elas. Aprender delas. Concordar, discordar, argumentar, aceitar são ações que sempre nos acrescentam muito. Estar rodeado de gente que eu gosto. Conversar, rir, contar histórias. Receber abraços e beijos. Tantas coisas que só precisam de mim e mais alguém.

E pensando nisso, vejo que é possível ser feliz sem gastar nada. Porque as coisas que nos preenchem verdadeiramente são de graça e nos são dadas todos os dias. São simples. Só é preciso abrir os olhos para vê-las. E valem muito mais, e são muito mais duradouras do que o carro mais bacana, do que a festa mais badalada.

bikeÉ importante ter prazer naquilo que sou e que faço, mas não me prender a isso. Ele é consequência e não meta de vida. A busca real deve ser pela felicidade e não pelo prazer. A felicidade de uma mãe é poder cuidar e amar seu filho, não importa se para isso ela levanta cinco vezes durante a madrugada para assisti-lo. Com certeza esse não era seu ideal de vida. Mas ao amamentar seu filho à noite, ela olha para ele com ternura e encontra aí o prazer daquele momento.

A felicidade não depende de fazer ou ter algo, mas de sentir aquilo que a vida nos traz. Depende de viver a vida como se estivéssemos descendo a ladeira em uma bicicleta. Braços abertos e vento no rosto. Tendo em mente que o mais importante é estar presente em cada momento. É deixar esse vento no rosto nos arrancar um sorriso. Pode ser imensamente prazeroso, mas acima de tudo é feliz.

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