Sempre é tempo de aprender

21 Flares Twitter 1 Facebook 20 Google+ 0 Email -- 21 Flares ×

Essa é a semana da retrospectiva. Tudo que se vê nas redes sociais são memórias do que foi vivido no ano. Fotos de amigos, família, conquistas. Mensagens de carinho, de motivação, de agradecimento e até mesmo de indignação. Mas sempre voltando ao resumo do que foi o ano para cada um.
nunca-para-de-aprenderOlhando o ano de pertinho, comecei a fazer a minha retrospectiva. Olhei para cada momento e cada pessoa. Descobri em tudo um desafio. Cada instante foi uma nova oportunidade e uma perspectiva diferente. E independente do que aconteceu, de quem eu conheci e do que essa pessoa me trouxe, eu posso dizer que aprendi. E ouso até dizer que o que fez esse ano ser tão feliz, tão especial para mim, foi exatamente a possibilidade de aprender com tudo.
Lembrei de quando eu tirei carteira de motorista. Primeiro fui lá fazer o teste psicotécnico. E aprendi que eu sou capaz de girar duas alavancas ao mesmo tempo e para direções diferentes. Claro que isso não é tão incrível, supostamente todo mundo consegue. Mas saber que eu conseguia e que estava apta para a próxima etapa era realmente gratificante.
E veio aquela semana interminável de aulas teóricas. Na primeira aula eu me sentia empolgada porque era tudo novo, o assunto, as pessoas, e a vontade de começar a dirigir logo. No meio da semana eu só queria que ela terminasse, porque eu tinha apenas um pensamento: eu já sei isso. E ficou tudo chato e maçante.
Começaram as aulas de direção. E eu que pensava que já sairia dali pro meu primeiro rally, tive uma hora de explicação sobre tudo de um carro. E eu só conseguia pensar: isso eu já sei! Só na segunda aula em diante é que eu pus a mão na massa. E aí sim começou a brincadeira. Consigo lembrar de toda a sensação, o nervoso, a ansiedade, a alegria.
Hoje em dia eu nem presto mais atenção no que faço. Não é mais tão divertido e excitante. E refletindo hoje, isso acontece porque eu parei de aprender. Não preciso mais. Isso eu já sei. E entra na rotina, vira normal, dia-a-dia.
E eu pensei em como esse ano me deu a possibilidade de aprender diversas vezes, sobre tudo. E me colocar nessa posição de aprendiz é basicamente assumir que eu não sei. Eu até acho que sou capaz de girar duas manivelas ao mesmo tempo, mas eu não tenho certeza, eu posso aprender. Eu sei que talvez eu saiba a teoria toda, mas eu não sei tudo. Sempre tem algo que eu posso aprender. E quando eu aceito isso e me ponho a disposição para aprender, tudo fica mais excitante e divertido.
E por pensar nisso, até dirigindo eu passei a prestar mais atenção. A fazer coisas diferentes do jeito que eu fazia. Tentar tirar certas manias, aprender uma nova maneira de ser eu dirigindo.
Ser aprendiz pressupõe reconhecer minha ignorância nas coisas. Reconhecer que eu não sei de tudo, e nem preciso saber. Mas se eu não sei, preciso me dar tempo para aprender e me permitir errar. Aprender a encarar os “erros” como tentativas. Não necessariamente são ruins, mas são parte da aprendizagem. Parte importante. Sem tentar, nunca saberemos se estamos aprendendo ou não. E o processo de aprendizagem demanda também confiar em algo ou alguém que te ensine. Não dá para aprender desconfiando de tudo ou todos. Essa é a atitude de quem se coloca acima do aprender. “Não preciso de ninguém”. “Me viro sozinho”.
IMG-20141230-WA0002Acho que ser aprendiz é a chave da questão. Nunca me acomodar. Sempre tentar aprender algo novo. Exercitar o cérebro e a vontade. Fazer coisas que nunca fiz. E me comprometer naquilo que faço. Dar o meu melhor para aprender mais.
E sei que isso parece se aplicar somente a novos conhecimentos, a coisas. Porém, também se aplica a pessoas e relacionamentos. É necessário renovar a vontade de aprender com as pessoas. E assim tirá-las da minha rotina de “ele(a) sempre faz assim”, “conheço como a palma da minha mão”. Aceitar que todo mundo tem algo novo para oferecer, porque todos os dias mudamos um pouco. Aprender com os outros pode mudar minha maneira de encarar as pessoas.
Aprender nos faz sair da mesmice e descobrir um novo mundo de possibilidades. Nos faz encontrar outros caminhos e visualizar outras situações.
E é isso que eu quero para 2015. E é isso que eu desejo a todos. Que seja um ano de aprendizagens. E que não importe a quantidade de vezes que eu faço algo, eu sempre posso aprender mais ou de outro jeito. E que a novidade do ano que começa seja a nossa capacidade de, nas coisas mais simples e corriqueiras, saber aprender.

Deixe uma resposta