Teoria dos Conjuntos

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Minhas amigas e eu tínhamos uma mania divertida quando estávamos juntas. Criávamos teorias para explicar um monte de coisas que queríamos dizer. Algumas eram bem engraçadas, e outras se transformavam em analogias quase que perfeitas.

Uma dessas teorias que me acompanha até hoje é a teoria dos conjuntos. Essa mesmo, a da matemática. Não estávamos tentando encontrar novas fórmulas, nem ganhar o Prêmio Nobel. união Às vezes só queríamos aplacar certas dúvidas e criar algumas certezas.

A teoria é mais ou menos assim: cada um de nós é um conjunto que contém certas características específicas. Nesse caso aqui, para exemplificar melhor – e ficar mais matemático – chamaremos essas características de A B C D. Logo, meu conjunto é formado por essas singularidades.

A ideia central da teoria é o que acontece quando eu quero encontrar um conjunto que se una ao meu. E aí, começa a se desenvolver realmente a teoria. Eu sou A B C D. E só eu sou assim. Porque meu conjunto é único e exclusivo. Mas para encontrar um conjunto que se una ao meu, eu procuro conjuntos que tenham características próximas da minha. E portanto, eu vou procurar entre A B C D.

Com toda certeza encontrarei vários. Alguns A B. Outros C D. Outros ainda A B C. Outros só D. Mas a questão aqui é que todos esses elementos dos diferentes conjuntos estão contidos no meu conjunto. Ainda que eu não encontre um exatamente igual ao meu. Aquele que está contido em mim também me satisfaz. E vendo dessa forma, encontrar aquele conjunto com o qual eu farei a união, é realmente uma questão de escolha. O conjunto perfeito para mim é aquele que além de estar contido nas minhas características, foi escolhido por mim para tal função.

encontros Traduzindo essa “matemática” toda: muitas vezes, quando queremos encontrar alguém para compartilhar nossa vida, nos apegamos a tudo aquilo que sempre sonhei ter. Mas são características minhas. Falam sobre o meu conjunto. Quem eu sou e o que eu quero. E isso não está errado. É assim que funciona. Você espera encontrar alguém que se encaixe nas singularidades que você tem.

O que a teoria dos conjuntos me trouxe foi a descoberta de que ninguém supre todas as minhas expectativas, mas muita gente tem várias das características que eu considero importante no meu conjunto.

E se eu reconheço e aceito que não existe uma única pessoa possível para minha vida, mas algumas pessoas que se “encaixam” no meu perfil, eu entendo o sentido profundo da escolha.

Eu digo isso porque conheço pessoas que se relacionam com muita gente maravilhosa. E sempre que terminam dizem: “é que essa pessoa não tem todas as características que eu quero, não é tudo que eu imaginei.” Parece bobo, né? Mas a gente faz isso quase sempre, mesmo sem perceber.

E muitas vezes vetamos da nossa vida pessoas incríveis, mas que não são tudo o que eu imaginei. E esquecemos que o que faz essa pessoa “perfeita” para mim é escolha de tê-la na minha vida.

Claro que eu estou partindo do princípio de que a escolha é feita dentro daqueles conjuntos que estão contidos no meu. Porque se o outro conjunto é X N H T, com muito mais dificuldade eu me sentirei satisfeita e respaldada na escolha que faço.escolher

Enfim, resumindo a teoria toda, não dá para passar a vida inteira conhecendo todos os conjuntos possíveis para encontrar a única perfeição de encaixe entre todas as opções. Mas precisamos conhecer profundamente o nosso próprio conjunto para ter mais clareza daquilo que está ou não contido nele. E quando nos depararmos com conjuntos compatíveis, estar prontos para decidir e lutar pela perfeição, algo nada fácil que se constrói a cada dia a partir dessa escolha.

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