E vou vivendo

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Email -- 0 Flares ×

Faz tempo que não escrevo aqui no Blog. E sinto muita falta de escrever. Mas 2015 foi um ano bem diferente na minha vida. Não que eu estivesse muito atarefada e não pudesse escrever, mas aconteceram tantas coisas que eu precisei me retirar um pouco para respirar e pensar a respeito. A vontade de escrever estava lá, mas era tanto assunto que estava difícil organizar as ideias.Jornada

Eu vivo dizendo aqui no Blog que a vida é um eterno aprendizado. E é isso que faz a diferença, o quanto aprendemos de tudo que vivemos. E o quanto me disponho a aprender também, com tudo e com todos ao meu redor.

Eu li uma vez, já não lembro a fonte para falar a verdade, que a vida é cíclica – algo acontece, gera resultados e consequência, muda a existência dos envolvidos e depois encerra para outra coisa começar. É como se tivéssemos várias vidas dentro da nossa vida. As coisas começam, se desenvolvem e morrem. E morrer aqui não significa necessariamente acabar, mas é uma transformação, uma mudança. E também li, que isso acontece, geralmente, em um período de sete anos. Por isso, falam da crise dos sete anos de casamento e das mudanças de personalidade nos anos múltiplos de sete. Não sei se é verdade ou não, nem estou aqui para atestar veracidade de nada. Mas foi exatamente essa a sensação que eu tive na minha vida.metamorfose

Em 2008 eu iniciei uma jornada na minha vida. Tomei decisões que mudariam completamente o rumo dela. Eu sabia que depois das minhas escolhas, nada mais seria o mesmo. E não estava errada. De lá para cá, já sofri muito, chorei, me frustrei, mas também me diverti, ri, conheci novos mundos, me reinventei. E o mais importante: aprendi demais e cresci muito.

Esse ano eu sinto que fechei esse ciclo. Completei um pedaço da jornada. Grande parte dos aprendizados dela eu narrei aqui no Blog. E visito sempre que posso, e relembro cada pedaço.

Porém, nesse ano, também, eu comecei um novo ciclo. Fiz novas escolhas que sei que estão mudando o rumo da minha vida totalmente. E sei que ela nunca mais será a mesma. Mas o que será que direi dessa nova jornada daqui a sete anos?

Sinceramente eu não faço a menor ideia. E me sinto muito orgulhosa disso. Parte desse novo ciclo é exatamente o não saber. E estar bem com isso, que é a parte mais difícil.

Eu comentei com uma amiga essa semana que está sendo difícil definir como foi esse ano. Não acredito em anos ruins. Acredito que tem anos mais fáceis, onde tudo acontece sem tanto esforços, e outros onde dói crescer e a vida testa sua habilidade de “se vira nos 30”. E esses, geralmente, são os anos que dão base para o que está por vir. Esse ano foi assim. Nem doeu tanto, mas ele realmente testou minha vontade de aprender com a mudança, trabalhar minha ansiedade e me refazer.

E agora que o fim do ano está chegando, eu sinto que refleti o suficiente e vivenciei o necessário para voltar a escrever. E o que mais aprendi nesse ano foi nadar com a maré. Não é só a falta de praia e o calor que estão me fazendo pensar isso, mas essa é exatamente a visão que tenho.

maré Entrar no mar e sentir como está a maré e conseguir nadar com ela. Não contra ela, não brigando com ela, não tentando fazer com que ela mude. Mas nadando com ela. Sentir a altura das ondas, a temperatura da água, a profundidade do mar. E decidir que tipo de mergulho você quer fazer. Se vai querer nadar muito ou só dar algumas braçadas. Ou se quer apenas boiar e se deixar levar pelas ondas.

Sei que o papo está meio hippie. Mas é essa leveza que eu quero para mim. As coisas acontecem. Eu não posso mudar isso. Relacionamentos acabam, pessoas infelizmente morrem porém muitas nascem, outras se afastam ou se aproximam. Da minha parte só resta escolher como eu quero curtir a maré. mar diversãoPorque no fim das contas essa é a beleza da vida, independente de como ela esteja – fácil ou difícil, calma ou agitada, alta ou baixa – eu somente preciso encontrar minha maneira de desfrutá-la.

E é por aí que vamos vivendo…