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De Machu Picchu para a vida

img_4064Esse ano eu resolvi comemorar meu aniversário de um jeito diferente. Combinei com mais duas amigas e fomos fazer a Trilha Inca de quatro dias até Machu Picchu. Quando eu contei isso em casa, minha mãe me perguntou se eu não estava feliz em fazer aniversário. Eu estranhei a pergunta e ela disse: “só pode estar com raiva para se dar uma punição dessas”. Realmente, para quem me conhece sabe que dormir em barraca, sem banheiro e sem conforto, é algo que não me representa. Mas eu senti essa vontade louca de fazer essa experiência diferente. E lá fui eu.

Sabia que seria muito rico em aprendizados, mas não contava que fosse tão transformador. E por isso resolvi escrever sobre essa experiência.

Decidi escrever não para contar como foi minha viagem. Imagino que ninguém queira saber isso realmente. Viagem é bom para quem foi, não é? Mas resolvi escrever porque tive vários aprendizados que mexeram comigo profundamente e achei que valia a pena relatar. Cada dia da trilha foi uma experiência e um aprendizado diferente e intenso.

Pensei muito na vida, na jornada que traçamos e nos relacionamentos que temos. Não existe fórmula pronta para nada, mas podemos tentar tirar o melhor proveito de todas as situações da vida. E foi isso que refleti. O que a minha experiência na Trilha Inca me traz para a vida e para os relacionamentos.

Por isso, vou dividir esse post em quatro. Um para cada dia. Cada dia e suas lições para a vida. As lições da Trilha Inca. Ou como uma experiência tão diferente pode mudar minha forma de viver.

Preparem-se. Vem aí o primeiro post da sequência!

Mais amor, por favor!

amorEu tenho visto essa frase constantemente nos últimos tempos. Às vezes nas mídias sociais, e até na rua, pichado em algum muro. E eu concordo. Como poderia não concordar? Amor é o tipo de coisa que nunca é demais.

Eu sei que tem até associação que tratam pessoas que amam demais, mas se analisarmos bem, estamos falando de um distúrbio e não de amor de verdade. Porque amor de verdade, desse desinteressado, paciente, bondoso e que não busca somente o próprio bem, esse nunca é demais. E para esse eu bato palmas e grito de peito aberto: “Mais amor por favor!!” Leia mais

Queimando as naus

largar_empregoAno passado eu tomei a decisão de sair do meu emprego. Não foi nada fácil para mim. Exigiu uma coragem que eu nem sabia que tinha. Mas eu sabia que eu precisava mudar de direção. Fazer aquilo que realmente queria fazer. E como a orientação que eu tive sempre foi a de sair de um emprego quando já estiver com outro certo, simplesmente largar tudo sem a certeza de algo parecia muita loucura. Mas eu sentia que precisava tentar. Sabia que não dava mais para me agarrar em coisas que não me levavam aonde queria. E o salto no escuro, apesar de prazeroso, foi extenuante. Afetou meu corpo, minhas emoções e exigiu largar o controle e aprender a respirar.

Conversando com meu irmão, ele me falou de uma expressão que eu não conhecia e achei bem interessante. “Queimar as naus”. Pesquisando mais sobre a origem dessa expressão eu descobri histórias interessantíssimas. Leia mais

Qual o seu ponto cego?

pontual Eu sempre achei que era importante respeitar o tempo do outro. Não fazer os outros esperarem é parte de demonstrar que você se importa, na minha opinião. E por conta disso sempre me achei a mais britânica do mundo. Não gosto de chegar nem antes nem depois, mas exatamente na hora. Isso meio que virou um ritual. Consultas, reuniões, salão de beleza e etc. Se percebia que não ia conseguir chegar já ligava ou mandava mensagem avisando. E foi uma vida inteira me achando a mais pontual das criaturas.

E acontecia que todas as vezes que ia marcar algo com os amigos, eu recebia aviso para não me atrasar. Ou recebia aquelas ironias de “nem adianta marcar essa hora já que você não vai chegar mesmo”. Aquilo me irritava profundamente. Leia mais

Boa Noite

No segundo semestre do ano passado, eu fiz um mochilão durante um mês. Eu adoro viajar e apesar de ser meio chatinha com hotéis e banheiros, eu gosto muito dessa experiência de albergues e mochilas.

quarto hostelDepois de passar vários dias viajando e dormindo em lugares diferentes, e nem sempre agradáveis, eu me senti muito feliz de voltar à minha casa, ao meu banheiro e principalmente à minha cama. A gente aprende a valorizar o espaço que temos e sentimos falta de um monte de coisas que nem imaginamos. E o que eu mais senti falta – espero que minha família não veja isso – foi dos meus travesseiros. É muito ruim dormir com um travesseiro que não é o seu. E isso me fez desenvolver a “Teoria dos Travesseiros”. Parece coisa de quem não tem o que fazer, eu sei, mas vamos lá. Leia mais